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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Sobre amor e sua bagagem


Agora vamos pra uma indicação mais leve, ou nem tanto. Modern Love é uma série de 8 episódios com diferentes histórias e apenas uma coisa em comum: New York. Isso porque a série é inspirada na coluna de mesmo nome "Modern Love" que existe há 15 anos no jornal The New York Times em que os próprios leitores relatam suas histórias, então sim, a série é baseada em fatos reais. Modern Love conta de uma forma bem delicada que o amor não aborda apenas o romance, então com certeza você não pode esperar o clichê de sempre. A série mostra ao decorrer de seus episódios que o amor não segue uma linha reta, existem dificuldades que conseguem ser superadas, que ás vezes não, que histórias de amor também é sobre superação, confiança e amor próprio. Como são episódios independentes é possível assistir fora de ordem, mas o episódio 8 deve continuar sendo o último por fazer uma referências aos outro 7, vale a pena respeitar essa ordem.


O que eu achei.

Eu não esperava essa surpresa com Modern Love. De verdade. Confesso que o primeiro episódio me pegou muito de surpresa, por quebrar a minha expectativa e por me preparar pro que viria ao decorrer ao longo dos outros sete episódios. Uma dica que eu quero dar aqui é pra respeitarem a ordem dos episódios, isso dá uma balanceada com a carga emocional de alguns. O único episódio que eu fiquei um pouco incomodada foi o "So He Looked Like Dad. It Was Just Dinner, Right?" que pelo título já da pra entender mais ou menos a problemática, certo? Errado. Nesse episódio em específico trás muita ambiguidade em relação a intenção de um dos personagens, mas que no final acaba sendo nada do que esperávamos. Expondo minha opinião sobre esse episódio porque pra mim é o único que não fez sentido no contexto da série e não achei ele muito bom, mas se quiserem assistir do mesmo jeito para tirarem a própria conclusão, fiquem a vontade. O episódio que eu mais me emocionei fica empatado com outro episódio. O que eu mais gostei foi "When The Doorman Is Your Man" e apesar das críticas, esse em específico me deixou bem emocionada por motivos pessoais, acredito que isso talvez possa acontecer com quem assistir outros episódios já que as histórias abordam em alguns momentos questões pessoais e não clichês em alguns momentos. E o episódio de empate foi o "Take Me as I am, Whoever I Am" por ser o único com um início cômico mas ao decorrer aborda um tema delicado, me pegou bem de surpresa.

Se você, assim como eu, também ficou curioso pra saber o que aconteceu com as pessoas das histórias reais, o CanalTech tem uma matéria relatando brevemente quais foram as mudanças que ocorreram na série, o que de fato aconteceu e como cada um está atualmente. Através da matéria é possível também conferir as histórias originais que foram publicadas no próprio The New York Times, para conferir basta clicar aqui.

Modern Love possuí por enquanto apenas uma temporada com oito episódios, é produzida e está disponível pela Amazon Prime. De acordo com o Jornada Geek foi confirmada rapidamente uma segunda temporada mas apesar de não ter data de estréia e nem elenco confirmado, novos episódios foram confirmados ainda para esse ano de 2020. O trailer mostrar brevemente o elenco de peso que a série trás e você pode conferir aqui mesmo:



Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Por que choras, TWD?


O subgênero zumbi não está saturado e muito menos cansativo, existe um universo de filmes e séries que ainda valem a pena, a começar por Kingdom.
A série coreana que se passa durante uma dinastia começa com a suposta morte do rei por uma doença desconhecida. O príncipe herdeiro Lee Chang é impedido pela rainha Cho de assumir o trono acusado de conspirar contra o próprio pai, já que a mesma nega sua morte e impede que qualquer pessoa veja o rei. O príncipe em uma tentativa de provar o golpe da rainha e a morte do pai, parte em busca do médico que cuidou dos seus últimos resquícios de saúde. Ao longo do caminho descobre que a doença que matou seu pai está crescendo ao longo do país, e que os doentes possuem certas peculiaridades.


 O que achei.

Sou bem seletiva quando o assunto é zumbi. Tenho nos dedos das mãos quais filmes eu gosto do tema, porque depois de TWD eu não queria outra decepção dessa na minha vida e é exatamente por isso que eu indico Kingdom fortemente. Vamos lá. Acredito que é interessante explorar produções estrangeiras, principalmente que depois do Parasite ficou ainda mais empolgante assistir produções coreanas. Kingdom mostra como é a política no meio de um mundo zumbi, é interessante assistir isso porque eu nunca tinha visto isso em outra série ou filme, sempre é como a sociedade chega ao fim, mas mostrar os interesses políticos e o que a classe mais alta faria por poder e para se manter, é a primeira vez e isso foi um ponto muito positivo da série. E apesar da temática zumbi, a parte política é muito forte, senão tão presente quanto, pois reforça o tempo todo sobre a hierarquia, desigualdade social e a pobreza, conseguimos imaginar como se fosse nos dias atuais facilmente. Outro ponto da série é o cenário, estamos falando de uma época que a comunicação é lenta e a desinformação é grande, então acaba sendo interessante demais ver como eles chegaram ao conceito de zumbi. E falando em zumbi, a primeira aparição lembra um pouco wolrd war z, são sedentos, velozes e habilidosos, mas ao contrário de wolrd war z, aqui eles são mais grotescos e tem a tal peculiaridade que não vou falar por motivos de spoiler.
Então fica aqui a minha recomendação de Kingdom e a sugestão de assistirem mais produções estrangeiras também. O trailer você pode conferir aqui mesmo:



Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

terça-feira, 28 de abril de 2020

A origem à caçada de serial killers


Filmes e séries com a temática de serial killers estão mais uma vez em alta, e para os amantes e curiosos sobre como funciona a mente de um assassino, vale lembrar que desde 2017 temos Mindhunter, uma série que você precisa assistir.
Baseada em livro de mesmo nome e eventos reais, Mindhunter conta a história de como o FBI realizou o estudo para traçar perfis e chegar ao que chamamos hoje de serial killers. 
Holden Ford é um negociador de reféns do FBI que resolve quer ir além da negociação, ele quer entender o que os motivam e como agem esses criminosos, e por isso ingressa na área da psicologia, pois naquele época a polícia se importava em apenas cumprir o seu papel de prisão. Ao entrar no campo da psicologia, Ford vira parceiro de Bill Tench, do departamento comportamental, e juntos ministram palestras em outros departamentos policiais pelo pais sobre comportamento de assassinos. Em uma dessas palestras pelo país, Bill e Ford tem a oportunidade de provar que através de uma análise de perfil, pode-se prender um assassino. O estudo da dupla após essa prisão ganha notoriedade e investimento do FBI, que agora decidem entrevistar grandes assassinos para continuar os estudos, pois Holden acredita que essa seja uma forma mais profunda de entender e prever a mente de um criminoso. Entra na equipe também a Dra. Wendy Carr, psicóloga que quer lançar um livro sobre o assunto e que ajuda a dupla em suas entrevistas. 


O que achei. 


Não tem como negar que foi uma série que me agradou e entregou um ótimo roteiro que supriu minha expectativa. Um detalhe que não passei na resenha foi informar que Mindhunter se passa na década de 70 e para quem conhece o mínimo de nomes famosos de serial killers, sabe que essa foi a época de grande atuação deles. A série trás nomes famosos, como Ed Kemper, Dennis Rader (BTK), Charles Manson, e algumas menções ao Tedy Bundy. Ao contrário do que possam imaginar, em momento algum esses nomes são honrados ou idolatrados, e isso é um ponto muito positivo pra quem também não gosta de romantização sobre esses criminosos. Deixo avisado aqui também que essa é uma série para se prestar atenção, pois além de não possuir ação e nenhum alívio cômico, os diálogos são intensos e ás vezes pesados já que as entrevistas e os casos citados são baseados em fatos reais. Para aguçar a curiosidade de quem está afim de assistir a série, é muito bom olhar de fora a semelhança dos atores com os reais criminosos:

Além da semelhança ser gritante, a atuação também chega a ser assustadora de tão real. Para vocês conferirem com os próprios olhos, vou deixar abaixo o vídeo com as entrevistas com Ed Kemper real e o ator que é mostrado na série, as entrevistas estão em inglês mas mesmo pra quem não é fluente, como eu, vai conseguir entender e sentir a semelhança:


Se você conseguiu se sentir atraído pela série, então minha missão foi cumprida. Para assisti o trailer da primeira temporada é só clicar aqui.
Mindhunter é produzida pela Netflix e já tem 2 temporadas completas disponível no serviço de streaming, a terceira temporada foi confirmada mas por enquanto sem previsão da data de lançamento, é uma série que indico com muita aprovação.


Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.