Pages - Menu

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Sobre amor e sua bagagem


Agora vamos pra uma indicação mais leve, ou nem tanto. Modern Love é uma série de 8 episódios com diferentes histórias e apenas uma coisa em comum: New York. Isso porque a série é inspirada na coluna de mesmo nome "Modern Love" que existe há 15 anos no jornal The New York Times em que os próprios leitores relatam suas histórias, então sim, a série é baseada em fatos reais. Modern Love conta de uma forma bem delicada que o amor não aborda apenas o romance, então com certeza você não pode esperar o clichê de sempre. A série mostra ao decorrer de seus episódios que o amor não segue uma linha reta, existem dificuldades que conseguem ser superadas, que ás vezes não, que histórias de amor também é sobre superação, confiança e amor próprio. Como são episódios independentes é possível assistir fora de ordem, mas o episódio 8 deve continuar sendo o último por fazer uma referências aos outro 7, vale a pena respeitar essa ordem.


O que eu achei.

Eu não esperava essa surpresa com Modern Love. De verdade. Confesso que o primeiro episódio me pegou muito de surpresa, por quebrar a minha expectativa e por me preparar pro que viria ao decorrer ao longo dos outros sete episódios. Uma dica que eu quero dar aqui é pra respeitarem a ordem dos episódios, isso dá uma balanceada com a carga emocional de alguns. O único episódio que eu fiquei um pouco incomodada foi o "So He Looked Like Dad. It Was Just Dinner, Right?" que pelo título já da pra entender mais ou menos a problemática, certo? Errado. Nesse episódio em específico trás muita ambiguidade em relação a intenção de um dos personagens, mas que no final acaba sendo nada do que esperávamos. Expondo minha opinião sobre esse episódio porque pra mim é o único que não fez sentido no contexto da série e não achei ele muito bom, mas se quiserem assistir do mesmo jeito para tirarem a própria conclusão, fiquem a vontade. O episódio que eu mais me emocionei fica empatado com outro episódio. O que eu mais gostei foi "When The Doorman Is Your Man" e apesar das críticas, esse em específico me deixou bem emocionada por motivos pessoais, acredito que isso talvez possa acontecer com quem assistir outros episódios já que as histórias abordam em alguns momentos questões pessoais e não clichês em alguns momentos. E o episódio de empate foi o "Take Me as I am, Whoever I Am" por ser o único com um início cômico mas ao decorrer aborda um tema delicado, me pegou bem de surpresa.

Se você, assim como eu, também ficou curioso pra saber o que aconteceu com as pessoas das histórias reais, o CanalTech tem uma matéria relatando brevemente quais foram as mudanças que ocorreram na série, o que de fato aconteceu e como cada um está atualmente. Através da matéria é possível também conferir as histórias originais que foram publicadas no próprio The New York Times, para conferir basta clicar aqui.

Modern Love possuí por enquanto apenas uma temporada com oito episódios, é produzida e está disponível pela Amazon Prime. De acordo com o Jornada Geek foi confirmada rapidamente uma segunda temporada mas apesar de não ter data de estréia e nem elenco confirmado, novos episódios foram confirmados ainda para esse ano de 2020. O trailer mostrar brevemente o elenco de peso que a série trás e você pode conferir aqui mesmo:



Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Por que choras, TWD?


O subgênero zumbi não está saturado e muito menos cansativo, existe um universo de filmes e séries que ainda valem a pena, a começar por Kingdom.
A série coreana que se passa durante uma dinastia começa com a suposta morte do rei por uma doença desconhecida. O príncipe herdeiro Lee Chang é impedido pela rainha Cho de assumir o trono acusado de conspirar contra o próprio pai, já que a mesma nega sua morte e impede que qualquer pessoa veja o rei. O príncipe em uma tentativa de provar o golpe da rainha e a morte do pai, parte em busca do médico que cuidou dos seus últimos resquícios de saúde. Ao longo do caminho descobre que a doença que matou seu pai está crescendo ao longo do país, e que os doentes possuem certas peculiaridades.


 O que achei.

Sou bem seletiva quando o assunto é zumbi. Tenho nos dedos das mãos quais filmes eu gosto do tema, porque depois de TWD eu não queria outra decepção dessa na minha vida e é exatamente por isso que eu indico Kingdom fortemente. Vamos lá. Acredito que é interessante explorar produções estrangeiras, principalmente que depois do Parasite ficou ainda mais empolgante assistir produções coreanas. Kingdom mostra como é a política no meio de um mundo zumbi, é interessante assistir isso porque eu nunca tinha visto isso em outra série ou filme, sempre é como a sociedade chega ao fim, mas mostrar os interesses políticos e o que a classe mais alta faria por poder e para se manter, é a primeira vez e isso foi um ponto muito positivo da série. E apesar da temática zumbi, a parte política é muito forte, senão tão presente quanto, pois reforça o tempo todo sobre a hierarquia, desigualdade social e a pobreza, conseguimos imaginar como se fosse nos dias atuais facilmente. Outro ponto da série é o cenário, estamos falando de uma época que a comunicação é lenta e a desinformação é grande, então acaba sendo interessante demais ver como eles chegaram ao conceito de zumbi. E falando em zumbi, a primeira aparição lembra um pouco wolrd war z, são sedentos, velozes e habilidosos, mas ao contrário de wolrd war z, aqui eles são mais grotescos e tem a tal peculiaridade que não vou falar por motivos de spoiler.
Então fica aqui a minha recomendação de Kingdom e a sugestão de assistirem mais produções estrangeiras também. O trailer você pode conferir aqui mesmo:



Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

terça-feira, 28 de abril de 2020

A origem à caçada de serial killers


Filmes e séries com a temática de serial killers estão mais uma vez em alta, e para os amantes e curiosos sobre como funciona a mente de um assassino, vale lembrar que desde 2017 temos Mindhunter, uma série que você precisa assistir.
Baseada em livro de mesmo nome e eventos reais, Mindhunter conta a história de como o FBI realizou o estudo para traçar perfis e chegar ao que chamamos hoje de serial killers. 
Holden Ford é um negociador de reféns do FBI que resolve quer ir além da negociação, ele quer entender o que os motivam e como agem esses criminosos, e por isso ingressa na área da psicologia, pois naquele época a polícia se importava em apenas cumprir o seu papel de prisão. Ao entrar no campo da psicologia, Ford vira parceiro de Bill Tench, do departamento comportamental, e juntos ministram palestras em outros departamentos policiais pelo pais sobre comportamento de assassinos. Em uma dessas palestras pelo país, Bill e Ford tem a oportunidade de provar que através de uma análise de perfil, pode-se prender um assassino. O estudo da dupla após essa prisão ganha notoriedade e investimento do FBI, que agora decidem entrevistar grandes assassinos para continuar os estudos, pois Holden acredita que essa seja uma forma mais profunda de entender e prever a mente de um criminoso. Entra na equipe também a Dra. Wendy Carr, psicóloga que quer lançar um livro sobre o assunto e que ajuda a dupla em suas entrevistas. 


O que achei. 


Não tem como negar que foi uma série que me agradou e entregou um ótimo roteiro que supriu minha expectativa. Um detalhe que não passei na resenha foi informar que Mindhunter se passa na década de 70 e para quem conhece o mínimo de nomes famosos de serial killers, sabe que essa foi a época de grande atuação deles. A série trás nomes famosos, como Ed Kemper, Dennis Rader (BTK), Charles Manson, e algumas menções ao Tedy Bundy. Ao contrário do que possam imaginar, em momento algum esses nomes são honrados ou idolatrados, e isso é um ponto muito positivo pra quem também não gosta de romantização sobre esses criminosos. Deixo avisado aqui também que essa é uma série para se prestar atenção, pois além de não possuir ação e nenhum alívio cômico, os diálogos são intensos e ás vezes pesados já que as entrevistas e os casos citados são baseados em fatos reais. Para aguçar a curiosidade de quem está afim de assistir a série, é muito bom olhar de fora a semelhança dos atores com os reais criminosos:

Além da semelhança ser gritante, a atuação também chega a ser assustadora de tão real. Para vocês conferirem com os próprios olhos, vou deixar abaixo o vídeo com as entrevistas com Ed Kemper real e o ator que é mostrado na série, as entrevistas estão em inglês mas mesmo pra quem não é fluente, como eu, vai conseguir entender e sentir a semelhança:


Se você conseguiu se sentir atraído pela série, então minha missão foi cumprida. Para assisti o trailer da primeira temporada é só clicar aqui.
Mindhunter é produzida pela Netflix e já tem 2 temporadas completas disponível no serviço de streaming, a terceira temporada foi confirmada mas por enquanto sem previsão da data de lançamento, é uma série que indico com muita aprovação.


Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos. 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Good Omens

Produção baseada em livro de mesmo nome dos escritores Neil Gaiman e Terry Pratchett, Good Omens é uma mini série de seis episódios que satiriza o Armagedom. A história se inicia com um anjo, Aziraphale, e um demônio, Crowley, que habitam a Terra desde sua criação. Ambos criam uma aliança para impedir o Armagedom de acontecer, mas os planos começam a dar errado quando perdem o anticristo, uma criança de 11 anos que não faz ideia do seu papel para o futuro da humanidade.



O que eu achei

Uma das minhas favoritas de 2019 e me ganhou logo nos primeiros minutos do primeiro episódio e o motivo é muito emocional: impossível não apaixonar pelo Aziraphale, que eu me identifico em pelo menos 70% das atitudes (pra quem acredita em signos, ele representa todos os cancerianos e piscianos) e a relação dele com o Crowley é muito cativante. Acho difícil pegar algo do Neil Gaiman que não seja bom e como o próprio ajudou na produção da série, garantiu a qualidade e fidelidade ao livro que contou apenas com poucas alterações. Ao decorrer dos seis episódios é interessante ver a evolução do anjo e do demônio, que de inimigos se tornam parceiros, é o tipo de dupla que você gostaria de ver mais vezes em outras séries ou filmes. Há outros núcleos importantes de um Armagedom para a história, como bruxa e os quatro cavaleiros do apocalipse. Uma curiosidade: a mini série ganhou uma homenagem do cantor e compositor Emicida que já declarou ser fá das obras de Neil Gaiman, o clipe trás várias referências da série e pode ser conferido abaixo. E quanto ao trailer, você pode conferir diretamente clicando aqui.
 



Mais uma série que indico com muita aprovação.
Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Give me the key!

  
Mais uma adaptação literária, Locke & Key é uma série de fantasia com uma pitada de drama (ou pelo menos deveria ter). Já vou deixar o aviso que, se você por acaso leu a HQ: não crie a mesma expectativa com a série. Agora se você não faz ideia do que eu estou falando, bora que te conto sobre o que acontece na resenha.

Pai de três filhos (Tyler, Kinsey e Bode) e marido de Nina, Locke é um homem com um passado misterioso e um homem de segredos, ou era. Após seu assassinato, que já é apresentado no primeiro episódio da série, a família Key resolve vivenciar o luto na casa de infância do patriarca da família, a fim de se conectar com sua essência e a partir dai, conseguir seguir em frente. A fantasia começa assim que o mais novo do irmãos, Bode, ao explorar a casa se depara com um poço com uma mulher presa, Dodge, Bode dá ouvidos a "mulher" que conta que a casa possui chaves mágicas. As chaves possuem poderem mágicos, há a chave de teletransporte, de entrar em mentes, colocar fogo, mudar de forma, entre outras. A criança consegue achar a maioria das chaves pela casa e na sua inocência, entrega uma delas a prisioneira do poço, que ao sair percebe que ela na verdade é uma grande vilã. Agora os três irmãos, os novos guardiões das chaves, devem deter Dodge de conquistar a chave mais importante de todas, a chave Ômega.

O que achei.

Eu realmente precisava fazer o review dessa série porque eu precisava contra-indicar uma série aqui pra vocês, nem tudo nessa vida são flores, e o espinho dessa vez vai ser Locke & Key. A maioria das séries que recomendo que são adaptações de livros/HQ eu nunca leio os livros antes de assistir porque eu não quero que isso influencia a experiência de assistir a série e nem que isso influencie a minha opinião na hora de fazer a review. E inclusive, eu recomendo que vocês façam o mesmo. Mas no caso de Locke & Key eu recomendo o inverso, leiam a HQ e não vejam a série! Vamos lá, a história tinha tudo pra ser muito bem construída e puxar muito mais a parte dramática, já que é abordado bastante a questão do luto e dos assassinatos que acontecem até bastante ao decorrer da série que tem o gênero teen, e isso foi uma coisa que me deixou bem desanimada. A atuação da mãe (Darby Stanchfield) é dar nos nervos, pois em várias, várias, váaaarias cenas que claramente era pra ser dramática ela ri, e até quando não há nada de cômico, ela sempre está com uma risadinha do rosto. E a cereja do bolo é a forma como a relação vilã x bonzinhos é feito como um episódio de Scooby Doo. Eles emburreceram em vários momentos o potencial dos irmãos Key só pra criar, sem a menor necessidade, um poder que a Dodge já tinha, ou talvez pra estender a história para criar uma segunda temporada, já que não é novidade a Netflix querer estender séries que poderiam claramente acabar em uma temporada, como também é o caso de Locke & Key. E mesmo o gênero sendo teen, acredito que há séries muito melhores do mesmo gênero no serviço de streaming. Infelizmente, um série que não recomendo. Mas, se mesmo assim quiser tirar suas próprias conclusões, comenta aqui o que você achou, o que concorda e discorda de mim.
Você pode conferir o trailer aqui mesmo:




Espero que gostem (dessa vez sem o "não quanto quanto eu", rs).

Beijos.

sexta-feira, 27 de março de 2020

1. eps1.1_is4r3vi3w.sme


⚠️ ALERTA GATILHO: essa série trata sobre assuntos delicados como depressão, fobia social, abuso de droga e abuso sexual. Então se você é sensível a algum desses assuntos, recomendo outras séries que você pode ler aqui no blog para depois assistir sem medo. Dado o recado, agora vamos para o review. ⚠️

Mr. Robot estrela Rami Malek como Elliot (sim, o mesmo ator que interpretou Freddie Mercury no cinema), um jovem adulto e brilhante hacker que trabalha em uma empresa de segurança cibernética. Logo no primeiro episódio já conseguimos ver que Elliot não é uma pessoa comum das demais, ele possui uma fobia social tão grande que para conseguir se relacionar com as pessoas hackeia a vida pessoal inteira, e faz isso com todos (inclusive amigos), possui uma grande dificuldade para expressar seus sentimentos e é muito, muito inteligente. A trama da série se inicia na empresa que Elliot trabalha, a AllSafe, quando um dos seus clientes, a empresa mais importante do mundo, Evil Corp, sofre um ataque hacker. Ao trabalhar para interrompê-lo, Elliot se depara com o codinome do grupo que organizou o ataque, a fsociety. Agora, em conflito com suas crenças pessoais, Elliot tem que decidir se aceita fazer parte do grupo e dar continuidade aos ataques da própria empresa que trabalha. 


O que achei.

Não é uma série pra qualquer um, o aviso do gatilho é real e muito importante. A história é bem dramática, pesada e alguns episódios melancólicos, por conta disso, não possui alívio cômico algum. Mr. Robot fala muito sobre o mundo como ele realmente é, vemos a série da perspectiva do protagonista Elliot, um personagem que possui depressão e fobia social, então mesmo não sendo sensível a nenhum dos assuntos já citados anteriormente, há sim alguns episódios que nos sentimos desconfortáveis e não é pra menos. É difícil expôr minha opinião sem dar um pouco de spoiler, mas uma das crenças do Elliot é uma crítica bem dura sobre as consequências do capitalismo no mundo e principalmente na sua vida pessoal. Uma das coisas que mais me cativou na série é a sensação de que os eventos que ocorrem poderiam ser facilmente aplicados na vida real, e não, não são coisas boas. É interessante como a série consegue trabalhar os traumas e problemas pessoais não só do protagonista mas também de outros personagens e tudo isso sem perder a narrativa, muito pelo contrário, você sente muito mais na pele a motivação de cada um. Foi a série que mais trabalhou bem os plot twists que já assisti, cada episódio possui um e ao longos das quatro temporadas existem vários que mudam a perspectiva da série. Apesar de não ser muito comentada, Mr. Robot já ganhou o globo de ouro de melhor série dramática um ano após sua estreia em 2015. A série finalizou sua história na quarta temporada em 2019 e suas três primeiras temporadas estão disponíveis na AmazonPrime.
Mais uma série que recomendo sem medo.
O trailer da primeira temporada você pode conferir aqui mesmo:







Espero que gostem tanto quanto eu. 

Beijos.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Welcome! Everything is fine.


Imagina o céu como um lugar de infinitas possibilidades de pedidos, que tudo é retratado de acordo com a sua personalidade e gostos e que finalmente você vai viver a eternidade feliz e em paz ao lado de sua alma gêmea. Esse é o retrato do "bom lugar" através da série The Good Place.
Ao ser reconhecida por méritos e ações incríveis, a protagonista Eleanor Shellstrop entra no céu, mas começa a estranhar a situação pois tem plena consciência de que não foi uma boa pessoa durante sua passagem na terra e que substituiu o lugar de alguém com o mesmo nome que merecia estar no céu no seu lugar. Na sua busca por descobrir como foi parar no good place após a sua morte e manter seu segredo, Eleanor se depara com outros três humanos que também estão no lugar errado Chidi, Jameela e Jason. Agora juntos precisam manter seus segredo do Michael, o arquiteto do good place que os recepcionou, e resolvem ter o melhor plano: se tornarem boas pessoas para merecerem estar alí. Mas em meio a tantos erros, será que estão no good place mesmo?



O que achei.

É uma série que acompanhava com muito amor, muito mesmo e acabei de finalizar. Sinceramente? Começou, continuou e finalizou com perfeição. Já começo dizendo que é uma série rápida, pra quem não tem muito tempo de ficar assistindo, cada episódio tem cerca de 20 minutos e é um gênero que muda bastante do que já apresentei aqui. The good place fala de forma cômica sobre nossos comportamentos e ações e a consequência deles. Sério. A série é de humor, mas passa muitas mensagens que podemos (e devemos) levar pra vida real. Não tem um episódio que não se não usa a filosofia para nos passar uma mensagem, e se você acha esse assunto chato, te convido a assistir a série e tenho certeza que vai mudar de opinião. Uma curiosidade da série, é que em momento algum os personagem podem e nem conseguem falar palavrão no good place, e as frases ficaram tão famosas aqui fora que existe uma extenção do google chrome que substitui palavrões pelos "palavrões" da série, como "what the fork" por exemplo, e vocês podem podem adquirir clicando aqui. A série conta com muita emoção na temporada final, não posso me estender muito por motivos de spoiler, mas posso dizer que finalizou com muita aprovação e choro do público.
Mais uma série da Netflix que recomendo com muito amor. 
Você pode assistir o trailer da primeira temporada aqui mesmo:





Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

domingo, 26 de janeiro de 2020

From north to dust.



Tá reconhecendo o poster de algum lugar mas não ta lembrando da onde? Calma que vou refrescar sua memória. A série His Dark Materials é baseada na série de livros de mesmo nome e no Brasil foi lançado um filme com o título do primeiro volume: A Bússola de Ouro. Lembrou agora? E assim como no filme a série acontece em um mundo paralelo ao nosso, com Lyra Belacqua, uma jovem de onze anos que foi levada ainda bebê pelo seu tio Lorde Asriel a viver na Universidade Jordan College como órfã. Logo no primeiro episódio conhecemos outro personagem importante, Pan, o daemon da Lyra. Os daemons são as personificações da alma dos seres humanos. Eles possuem uma forte ligação entre si, compartilhando os mesmos sentimentos e sensações físicas, por exemplo, se um se machucar, o mesmo acontece com o outro e vice versa. A história de fato começa quando Roger, amigo órfão de Lyra, é sequestrado, e a busca da jovem descobre uma trama ainda mais complexa, envolvendo outras crianças sequestradas e a maior força política, o Magistério. Nessa busca para resolver o mistério das crianças sequestradas, Lyra conta com a ajuda dos Gípcios, comunidade que vive próxima à água e sobrevive do comércio, de seu daemon Pan e de outros personagens importantes como o Iorek Byrnison, o famoso urso de armadura. 
Apesar do foco ser o sumiço das crianças, a série finaliza a primeira temporada com um mistério ainda maior, o Pó. Que pode ser a origem de tudo.


O que eu achei.

Sou suspeita pra falar de fantasia porque é um dos meus gêneros favoritos, mas consigo recomendar His Dark Materials com bons motivos, a começar pelo cgi que está simplesmente impecável em todos os episódios, quase a ponto de questionar a realidade (imagina que fofo um furão falando?). Falando em daemon, a série consegue passar com muita intensidade como é forte a relação dos humanos com seus animais e conseguimos entender que é realmente uma ligação de alma. E apesar do arco leve que é ter crianças no elenco, não deixa de ter violência que pode não ser explicita, mas está ali. Aos fãs e amadores de A Bússola de Ouro, é uma série de deixar o coração quentinho, pois é muito fiel a história, mesmo com algumas pequenas mudanças. O elenco está muito bom e conta com atores com nomes fortes como James Mcavoy e Ruth Wilson. No mais, a história é cheia de mistérios que são resolvidos logo na primeira temporada e outros que deixam aquele gosto de "meu deus, que?!" mas que serão resolvidos na segunda que já foi confirmada. Mais uma série da HBO que vale a pena assistir.
O trailer da primeira temporada pode ser conferido aqui mesmo:





Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.  


domingo, 19 de janeiro de 2020

By order of the Peaky f*cking Blinders!


Inspirada em eventos reais, Peaky Blinders, criada e dirigida por Steven Knight, retrata um grupo de gangsters que atuam em Birmingham, Inglaterra, nos anos 20. Seus negócios ilícitos são liderados por Thomas Shelby, um personagem que carrega em todos os episódios os traumas da vivência nas trincheiras pós primeira guerra mundial que, inclusive, essa memória perturbadora vira sua principal motivação para estabelecer domínio na cidade. A família de gangsters praticam assaltos, contrabandos, apostas ilegais, tráfico e até assassinatos. A frase "mantenha seus amigos perto e seus inimigos mais perto ainda" nunca fez tanto sentido pra série, a relação dos Blinders com seus inimigos são baseadas por interesse e muita tensão, são políticos, policiais, gangues rivais e até mesmo a própria máfia. Além dos já citados, a série também conta com drama familiar, fatos históricos marcantes como a perseguição comunista e ascensão ao fascismo, presenças femininas de grande poder e claro, muita violência. 


O que achei.

De longe uma das melhores séries que eu já assisti. No geral, eu não me interesso pelo gênero, mas é impossível não ficar viciada nessa gangue que, pra mim, ficou ainda mais interessante quando descobri que eles de fato existiram! Sempre achei o nome curioso demais e quando fui pesquisar um pouco melhor descobri que além do nome, o ano de atuação da gangue não é o mesmo na série. Há muitas informações interessantes nessa matéria da BBC "Birmingham's real Peaky Blinders" que eu li, e há um livro chamado "The real Peaky Blinders", por Carl Chin, publicado em 2014. Para quem tiver interesse e souber um pouco inglês, vale a pena a leitura da matéria da BBC, quanto ao livro infelizmente não achei ele físico e nem em português. Agora voltando para a série, acredito que ela também é marcante em questão familiar, que é unida mesmo com questões de interesse em jogo *não posso me estender muito nesse assunto por questões de spoiler* mas adianto que essa união não dura muito tempo. A trilha sonora dessa série é bizarra de boa, tem uma playlist no Spotify com todas as músicas desde a primeira a quinta temporada e você pode escutá-la clicando aqui. Em questão de elenco, contamos com a excelente atuação do nosso protagonista Cillian Murphy, a musa e dona da série de acordo comigo mesma Helen McCrory, Paul Anderson, Tom Hardy além da ótima atuação de atores e atrizes não tão famosos. As cinco temporadas estão disponíveis na Netflix, a sexta temporada ainda não tem uma data mas a previsão de que vamos matar a saudade do sotaque britânico é só em 2021. Mais uma série que recomendo com força.
O trailer da primeira temporada pode ser conferido aqui mesmo:








Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Bring yourself back online


O parque temático Westworld oferece a seus ricos visitantes a oportunidade de conhecer o Velho Oeste. A cidade e o terreno são ocupados por "anfitriões", androides indistinguíveis dos humanos, que possuem uma programação avançada que segue um conjunto de narrativas, com a capacidade de se desviar dessas narrativas a medida que os visitantes interagem com eles. Os anfitriões repetem a narrativa todos os dias, tendo suas memórias apagadas no dia anterior. Para a segurança dos visitantes, os anfitriões são incapazes de prejudicar quaisquer outras formas de vida assim permitindo aos visitantes uma liberdade quase ilimitada de se envolverem da forma que quiserem, desde sexo a assassinato simulado com os anfitriões. No entanto, quando uma atualização no sistema dos anfitriões da errado, os seus comportamentos começam a sugerir uma nova ameaça, a consciência.


O que achei 


Se você quer uma série pra sair da caixinha do conforto mental e criar mil e uma teorias, WW é pra você. Todo episódio termina com a sensação de que algo muito pior está para acontecer, o que de fato acontece. Não é uma série com muita ação, a tensão dela se desenrola principalmente através do desenvolvimento da personagem principal, a Dolores. O que mais me cativou na série foi o aprofundamento de cada personagem, sou suspeita pra falar mas a Maeve, pra mim, é a protagonista do meu coração. Minha única crítica é a respeito da linha cronológica que ocorre na segunda temporada, como disse lá em cima, é uma série "parada", então se não prestar atenção é capaz de acabar se perdendo um pouco. É uma série com diálogos profundos e reflexivos entre anfitriões e humanos, além dos plot twist marcantes. Além do elenco muito conhecido, contamos com nada mais e nada menos que Anthony Hopkins, Tessa Thompson, Ed Harris além do brasileiro Rodrigo Santoro. Nem preciso comentar mais nada sobre a incrível atuação, certo? No mais, a primeira e segunda temporada estão disponíveis na HBO, a terceira temporada estreia esse ano também pela emissora.
O trailer da primeira temporada pode ser conferido aqui mesmo:





Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.