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terça-feira, 28 de abril de 2020

A origem à caçada de serial killers


Filmes e séries com a temática de serial killers estão mais uma vez em alta, e para os amantes e curiosos sobre como funciona a mente de um assassino, vale lembrar que desde 2017 temos Mindhunter, uma série que você precisa assistir.
Baseada em livro de mesmo nome e eventos reais, Mindhunter conta a história de como o FBI realizou o estudo para traçar perfis e chegar ao que chamamos hoje de serial killers. 
Holden Ford é um negociador de reféns do FBI que resolve quer ir além da negociação, ele quer entender o que os motivam e como agem esses criminosos, e por isso ingressa na área da psicologia, pois naquele época a polícia se importava em apenas cumprir o seu papel de prisão. Ao entrar no campo da psicologia, Ford vira parceiro de Bill Tench, do departamento comportamental, e juntos ministram palestras em outros departamentos policiais pelo pais sobre comportamento de assassinos. Em uma dessas palestras pelo país, Bill e Ford tem a oportunidade de provar que através de uma análise de perfil, pode-se prender um assassino. O estudo da dupla após essa prisão ganha notoriedade e investimento do FBI, que agora decidem entrevistar grandes assassinos para continuar os estudos, pois Holden acredita que essa seja uma forma mais profunda de entender e prever a mente de um criminoso. Entra na equipe também a Dra. Wendy Carr, psicóloga que quer lançar um livro sobre o assunto e que ajuda a dupla em suas entrevistas. 


O que achei. 


Não tem como negar que foi uma série que me agradou e entregou um ótimo roteiro que supriu minha expectativa. Um detalhe que não passei na resenha foi informar que Mindhunter se passa na década de 70 e para quem conhece o mínimo de nomes famosos de serial killers, sabe que essa foi a época de grande atuação deles. A série trás nomes famosos, como Ed Kemper, Dennis Rader (BTK), Charles Manson, e algumas menções ao Tedy Bundy. Ao contrário do que possam imaginar, em momento algum esses nomes são honrados ou idolatrados, e isso é um ponto muito positivo pra quem também não gosta de romantização sobre esses criminosos. Deixo avisado aqui também que essa é uma série para se prestar atenção, pois além de não possuir ação e nenhum alívio cômico, os diálogos são intensos e ás vezes pesados já que as entrevistas e os casos citados são baseados em fatos reais. Para aguçar a curiosidade de quem está afim de assistir a série, é muito bom olhar de fora a semelhança dos atores com os reais criminosos:

Além da semelhança ser gritante, a atuação também chega a ser assustadora de tão real. Para vocês conferirem com os próprios olhos, vou deixar abaixo o vídeo com as entrevistas com Ed Kemper real e o ator que é mostrado na série, as entrevistas estão em inglês mas mesmo pra quem não é fluente, como eu, vai conseguir entender e sentir a semelhança:


Se você conseguiu se sentir atraído pela série, então minha missão foi cumprida. Para assisti o trailer da primeira temporada é só clicar aqui.
Mindhunter é produzida pela Netflix e já tem 2 temporadas completas disponível no serviço de streaming, a terceira temporada foi confirmada mas por enquanto sem previsão da data de lançamento, é uma série que indico com muita aprovação.


Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos. 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Good Omens

Produção baseada em livro de mesmo nome dos escritores Neil Gaiman e Terry Pratchett, Good Omens é uma mini série de seis episódios que satiriza o Armagedom. A história se inicia com um anjo, Aziraphale, e um demônio, Crowley, que habitam a Terra desde sua criação. Ambos criam uma aliança para impedir o Armagedom de acontecer, mas os planos começam a dar errado quando perdem o anticristo, uma criança de 11 anos que não faz ideia do seu papel para o futuro da humanidade.



O que eu achei

Uma das minhas favoritas de 2019 e me ganhou logo nos primeiros minutos do primeiro episódio e o motivo é muito emocional: impossível não apaixonar pelo Aziraphale, que eu me identifico em pelo menos 70% das atitudes (pra quem acredita em signos, ele representa todos os cancerianos e piscianos) e a relação dele com o Crowley é muito cativante. Acho difícil pegar algo do Neil Gaiman que não seja bom e como o próprio ajudou na produção da série, garantiu a qualidade e fidelidade ao livro que contou apenas com poucas alterações. Ao decorrer dos seis episódios é interessante ver a evolução do anjo e do demônio, que de inimigos se tornam parceiros, é o tipo de dupla que você gostaria de ver mais vezes em outras séries ou filmes. Há outros núcleos importantes de um Armagedom para a história, como bruxa e os quatro cavaleiros do apocalipse. Uma curiosidade: a mini série ganhou uma homenagem do cantor e compositor Emicida que já declarou ser fá das obras de Neil Gaiman, o clipe trás várias referências da série e pode ser conferido abaixo. E quanto ao trailer, você pode conferir diretamente clicando aqui.
 



Mais uma série que indico com muita aprovação.
Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Give me the key!

  
Mais uma adaptação literária, Locke & Key é uma série de fantasia com uma pitada de drama (ou pelo menos deveria ter). Já vou deixar o aviso que, se você por acaso leu a HQ: não crie a mesma expectativa com a série. Agora se você não faz ideia do que eu estou falando, bora que te conto sobre o que acontece na resenha.

Pai de três filhos (Tyler, Kinsey e Bode) e marido de Nina, Locke é um homem com um passado misterioso e um homem de segredos, ou era. Após seu assassinato, que já é apresentado no primeiro episódio da série, a família Key resolve vivenciar o luto na casa de infância do patriarca da família, a fim de se conectar com sua essência e a partir dai, conseguir seguir em frente. A fantasia começa assim que o mais novo do irmãos, Bode, ao explorar a casa se depara com um poço com uma mulher presa, Dodge, Bode dá ouvidos a "mulher" que conta que a casa possui chaves mágicas. As chaves possuem poderem mágicos, há a chave de teletransporte, de entrar em mentes, colocar fogo, mudar de forma, entre outras. A criança consegue achar a maioria das chaves pela casa e na sua inocência, entrega uma delas a prisioneira do poço, que ao sair percebe que ela na verdade é uma grande vilã. Agora os três irmãos, os novos guardiões das chaves, devem deter Dodge de conquistar a chave mais importante de todas, a chave Ômega.

O que achei.

Eu realmente precisava fazer o review dessa série porque eu precisava contra-indicar uma série aqui pra vocês, nem tudo nessa vida são flores, e o espinho dessa vez vai ser Locke & Key. A maioria das séries que recomendo que são adaptações de livros/HQ eu nunca leio os livros antes de assistir porque eu não quero que isso influencia a experiência de assistir a série e nem que isso influencie a minha opinião na hora de fazer a review. E inclusive, eu recomendo que vocês façam o mesmo. Mas no caso de Locke & Key eu recomendo o inverso, leiam a HQ e não vejam a série! Vamos lá, a história tinha tudo pra ser muito bem construída e puxar muito mais a parte dramática, já que é abordado bastante a questão do luto e dos assassinatos que acontecem até bastante ao decorrer da série que tem o gênero teen, e isso foi uma coisa que me deixou bem desanimada. A atuação da mãe (Darby Stanchfield) é dar nos nervos, pois em várias, várias, váaaarias cenas que claramente era pra ser dramática ela ri, e até quando não há nada de cômico, ela sempre está com uma risadinha do rosto. E a cereja do bolo é a forma como a relação vilã x bonzinhos é feito como um episódio de Scooby Doo. Eles emburreceram em vários momentos o potencial dos irmãos Key só pra criar, sem a menor necessidade, um poder que a Dodge já tinha, ou talvez pra estender a história para criar uma segunda temporada, já que não é novidade a Netflix querer estender séries que poderiam claramente acabar em uma temporada, como também é o caso de Locke & Key. E mesmo o gênero sendo teen, acredito que há séries muito melhores do mesmo gênero no serviço de streaming. Infelizmente, um série que não recomendo. Mas, se mesmo assim quiser tirar suas próprias conclusões, comenta aqui o que você achou, o que concorda e discorda de mim.
Você pode conferir o trailer aqui mesmo:




Espero que gostem (dessa vez sem o "não quanto quanto eu", rs).

Beijos.