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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Good Omens

Produção baseada em livro de mesmo nome dos escritores Neil Gaiman e Terry Pratchett, Good Omens é uma mini série de seis episódios que satiriza o Armagedom. A história se inicia com um anjo, Aziraphale, e um demônio, Crowley, que habitam a Terra desde sua criação. Ambos criam uma aliança para impedir o Armagedom de acontecer, mas os planos começam a dar errado quando perdem o anticristo, uma criança de 11 anos que não faz ideia do seu papel para o futuro da humanidade.



O que eu achei

Uma das minhas favoritas de 2019 e me ganhou logo nos primeiros minutos do primeiro episódio e o motivo é muito emocional: impossível não apaixonar pelo Aziraphale, que eu me identifico em pelo menos 70% das atitudes (pra quem acredita em signos, ele representa todos os cancerianos e piscianos) e a relação dele com o Crowley é muito cativante. Acho difícil pegar algo do Neil Gaiman que não seja bom e como o próprio ajudou na produção da série, garantiu a qualidade e fidelidade ao livro que contou apenas com poucas alterações. Ao decorrer dos seis episódios é interessante ver a evolução do anjo e do demônio, que de inimigos se tornam parceiros, é o tipo de dupla que você gostaria de ver mais vezes em outras séries ou filmes. Há outros núcleos importantes de um Armagedom para a história, como bruxa e os quatro cavaleiros do apocalipse. Uma curiosidade: a mini série ganhou uma homenagem do cantor e compositor Emicida que já declarou ser fá das obras de Neil Gaiman, o clipe trás várias referências da série e pode ser conferido abaixo. E quanto ao trailer, você pode conferir diretamente clicando aqui.
 



Mais uma série que indico com muita aprovação.
Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Give me the key!

  
Mais uma adaptação literária, Locke & Key é uma série de fantasia com uma pitada de drama (ou pelo menos deveria ter). Já vou deixar o aviso que, se você por acaso leu a HQ: não crie a mesma expectativa com a série. Agora se você não faz ideia do que eu estou falando, bora que te conto sobre o que acontece na resenha.

Pai de três filhos (Tyler, Kinsey e Bode) e marido de Nina, Locke é um homem com um passado misterioso e um homem de segredos, ou era. Após seu assassinato, que já é apresentado no primeiro episódio da série, a família Key resolve vivenciar o luto na casa de infância do patriarca da família, a fim de se conectar com sua essência e a partir dai, conseguir seguir em frente. A fantasia começa assim que o mais novo do irmãos, Bode, ao explorar a casa se depara com um poço com uma mulher presa, Dodge, Bode dá ouvidos a "mulher" que conta que a casa possui chaves mágicas. As chaves possuem poderem mágicos, há a chave de teletransporte, de entrar em mentes, colocar fogo, mudar de forma, entre outras. A criança consegue achar a maioria das chaves pela casa e na sua inocência, entrega uma delas a prisioneira do poço, que ao sair percebe que ela na verdade é uma grande vilã. Agora os três irmãos, os novos guardiões das chaves, devem deter Dodge de conquistar a chave mais importante de todas, a chave Ômega.

O que achei.

Eu realmente precisava fazer o review dessa série porque eu precisava contra-indicar uma série aqui pra vocês, nem tudo nessa vida são flores, e o espinho dessa vez vai ser Locke & Key. A maioria das séries que recomendo que são adaptações de livros/HQ eu nunca leio os livros antes de assistir porque eu não quero que isso influencia a experiência de assistir a série e nem que isso influencie a minha opinião na hora de fazer a review. E inclusive, eu recomendo que vocês façam o mesmo. Mas no caso de Locke & Key eu recomendo o inverso, leiam a HQ e não vejam a série! Vamos lá, a história tinha tudo pra ser muito bem construída e puxar muito mais a parte dramática, já que é abordado bastante a questão do luto e dos assassinatos que acontecem até bastante ao decorrer da série que tem o gênero teen, e isso foi uma coisa que me deixou bem desanimada. A atuação da mãe (Darby Stanchfield) é dar nos nervos, pois em várias, várias, váaaarias cenas que claramente era pra ser dramática ela ri, e até quando não há nada de cômico, ela sempre está com uma risadinha do rosto. E a cereja do bolo é a forma como a relação vilã x bonzinhos é feito como um episódio de Scooby Doo. Eles emburreceram em vários momentos o potencial dos irmãos Key só pra criar, sem a menor necessidade, um poder que a Dodge já tinha, ou talvez pra estender a história para criar uma segunda temporada, já que não é novidade a Netflix querer estender séries que poderiam claramente acabar em uma temporada, como também é o caso de Locke & Key. E mesmo o gênero sendo teen, acredito que há séries muito melhores do mesmo gênero no serviço de streaming. Infelizmente, um série que não recomendo. Mas, se mesmo assim quiser tirar suas próprias conclusões, comenta aqui o que você achou, o que concorda e discorda de mim.
Você pode conferir o trailer aqui mesmo:




Espero que gostem (dessa vez sem o "não quanto quanto eu", rs).

Beijos.

sexta-feira, 27 de março de 2020

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⚠️ ALERTA GATILHO: essa série trata sobre assuntos delicados como depressão, fobia social, abuso de droga e abuso sexual. Então se você é sensível a algum desses assuntos, recomendo outras séries que você pode ler aqui no blog para depois assistir sem medo. Dado o recado, agora vamos para o review. ⚠️

Mr. Robot estrela Rami Malek como Elliot (sim, o mesmo ator que interpretou Freddie Mercury no cinema), um jovem adulto e brilhante hacker que trabalha em uma empresa de segurança cibernética. Logo no primeiro episódio já conseguimos ver que Elliot não é uma pessoa comum das demais, ele possui uma fobia social tão grande que para conseguir se relacionar com as pessoas hackeia a vida pessoal inteira, e faz isso com todos (inclusive amigos), possui uma grande dificuldade para expressar seus sentimentos e é muito, muito inteligente. A trama da série se inicia na empresa que Elliot trabalha, a AllSafe, quando um dos seus clientes, a empresa mais importante do mundo, Evil Corp, sofre um ataque hacker. Ao trabalhar para interrompê-lo, Elliot se depara com o codinome do grupo que organizou o ataque, a fsociety. Agora, em conflito com suas crenças pessoais, Elliot tem que decidir se aceita fazer parte do grupo e dar continuidade aos ataques da própria empresa que trabalha. 


O que achei.

Não é uma série pra qualquer um, o aviso do gatilho é real e muito importante. A história é bem dramática, pesada e alguns episódios melancólicos, por conta disso, não possui alívio cômico algum. Mr. Robot fala muito sobre o mundo como ele realmente é, vemos a série da perspectiva do protagonista Elliot, um personagem que possui depressão e fobia social, então mesmo não sendo sensível a nenhum dos assuntos já citados anteriormente, há sim alguns episódios que nos sentimos desconfortáveis e não é pra menos. É difícil expôr minha opinião sem dar um pouco de spoiler, mas uma das crenças do Elliot é uma crítica bem dura sobre as consequências do capitalismo no mundo e principalmente na sua vida pessoal. Uma das coisas que mais me cativou na série é a sensação de que os eventos que ocorrem poderiam ser facilmente aplicados na vida real, e não, não são coisas boas. É interessante como a série consegue trabalhar os traumas e problemas pessoais não só do protagonista mas também de outros personagens e tudo isso sem perder a narrativa, muito pelo contrário, você sente muito mais na pele a motivação de cada um. Foi a série que mais trabalhou bem os plot twists que já assisti, cada episódio possui um e ao longos das quatro temporadas existem vários que mudam a perspectiva da série. Apesar de não ser muito comentada, Mr. Robot já ganhou o globo de ouro de melhor série dramática um ano após sua estreia em 2015. A série finalizou sua história na quarta temporada em 2019 e suas três primeiras temporadas estão disponíveis na AmazonPrime.
Mais uma série que recomendo sem medo.
O trailer da primeira temporada você pode conferir aqui mesmo:







Espero que gostem tanto quanto eu. 

Beijos.