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sexta-feira, 15 de maio de 2020

Por que choras, TWD?


O subgênero zumbi não está saturado e muito menos cansativo, existe um universo de filmes e séries que ainda valem a pena, a começar por Kingdom.
A série coreana que se passa durante uma dinastia começa com a suposta morte do rei por uma doença desconhecida. O príncipe herdeiro Lee Chang é impedido pela rainha Cho de assumir o trono acusado de conspirar contra o próprio pai, já que a mesma nega sua morte e impede que qualquer pessoa veja o rei. O príncipe em uma tentativa de provar o golpe da rainha e a morte do pai, parte em busca do médico que cuidou dos seus últimos resquícios de saúde. Ao longo do caminho descobre que a doença que matou seu pai está crescendo ao longo do país, e que os doentes possuem certas peculiaridades.


 O que achei.

Sou bem seletiva quando o assunto é zumbi. Tenho nos dedos das mãos quais filmes eu gosto do tema, porque depois de TWD eu não queria outra decepção dessa na minha vida e é exatamente por isso que eu indico Kingdom fortemente. Vamos lá. Acredito que é interessante explorar produções estrangeiras, principalmente que depois do Parasite ficou ainda mais empolgante assistir produções coreanas. Kingdom mostra como é a política no meio de um mundo zumbi, é interessante assistir isso porque eu nunca tinha visto isso em outra série ou filme, sempre é como a sociedade chega ao fim, mas mostrar os interesses políticos e o que a classe mais alta faria por poder e para se manter, é a primeira vez e isso foi um ponto muito positivo da série. E apesar da temática zumbi, a parte política é muito forte, senão tão presente quanto, pois reforça o tempo todo sobre a hierarquia, desigualdade social e a pobreza, conseguimos imaginar como se fosse nos dias atuais facilmente. Outro ponto da série é o cenário, estamos falando de uma época que a comunicação é lenta e a desinformação é grande, então acaba sendo interessante demais ver como eles chegaram ao conceito de zumbi. E falando em zumbi, a primeira aparição lembra um pouco wolrd war z, são sedentos, velozes e habilidosos, mas ao contrário de wolrd war z, aqui eles são mais grotescos e tem a tal peculiaridade que não vou falar por motivos de spoiler.
Então fica aqui a minha recomendação de Kingdom e a sugestão de assistirem mais produções estrangeiras também. O trailer você pode conferir aqui mesmo:



Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.

terça-feira, 28 de abril de 2020

A origem à caçada de serial killers


Filmes e séries com a temática de serial killers estão mais uma vez em alta, e para os amantes e curiosos sobre como funciona a mente de um assassino, vale lembrar que desde 2017 temos Mindhunter, uma série que você precisa assistir.
Baseada em livro de mesmo nome e eventos reais, Mindhunter conta a história de como o FBI realizou o estudo para traçar perfis e chegar ao que chamamos hoje de serial killers. 
Holden Ford é um negociador de reféns do FBI que resolve quer ir além da negociação, ele quer entender o que os motivam e como agem esses criminosos, e por isso ingressa na área da psicologia, pois naquele época a polícia se importava em apenas cumprir o seu papel de prisão. Ao entrar no campo da psicologia, Ford vira parceiro de Bill Tench, do departamento comportamental, e juntos ministram palestras em outros departamentos policiais pelo pais sobre comportamento de assassinos. Em uma dessas palestras pelo país, Bill e Ford tem a oportunidade de provar que através de uma análise de perfil, pode-se prender um assassino. O estudo da dupla após essa prisão ganha notoriedade e investimento do FBI, que agora decidem entrevistar grandes assassinos para continuar os estudos, pois Holden acredita que essa seja uma forma mais profunda de entender e prever a mente de um criminoso. Entra na equipe também a Dra. Wendy Carr, psicóloga que quer lançar um livro sobre o assunto e que ajuda a dupla em suas entrevistas. 


O que achei. 


Não tem como negar que foi uma série que me agradou e entregou um ótimo roteiro que supriu minha expectativa. Um detalhe que não passei na resenha foi informar que Mindhunter se passa na década de 70 e para quem conhece o mínimo de nomes famosos de serial killers, sabe que essa foi a época de grande atuação deles. A série trás nomes famosos, como Ed Kemper, Dennis Rader (BTK), Charles Manson, e algumas menções ao Tedy Bundy. Ao contrário do que possam imaginar, em momento algum esses nomes são honrados ou idolatrados, e isso é um ponto muito positivo pra quem também não gosta de romantização sobre esses criminosos. Deixo avisado aqui também que essa é uma série para se prestar atenção, pois além de não possuir ação e nenhum alívio cômico, os diálogos são intensos e ás vezes pesados já que as entrevistas e os casos citados são baseados em fatos reais. Para aguçar a curiosidade de quem está afim de assistir a série, é muito bom olhar de fora a semelhança dos atores com os reais criminosos:

Além da semelhança ser gritante, a atuação também chega a ser assustadora de tão real. Para vocês conferirem com os próprios olhos, vou deixar abaixo o vídeo com as entrevistas com Ed Kemper real e o ator que é mostrado na série, as entrevistas estão em inglês mas mesmo pra quem não é fluente, como eu, vai conseguir entender e sentir a semelhança:


Se você conseguiu se sentir atraído pela série, então minha missão foi cumprida. Para assisti o trailer da primeira temporada é só clicar aqui.
Mindhunter é produzida pela Netflix e já tem 2 temporadas completas disponível no serviço de streaming, a terceira temporada foi confirmada mas por enquanto sem previsão da data de lançamento, é uma série que indico com muita aprovação.


Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos. 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Good Omens

Produção baseada em livro de mesmo nome dos escritores Neil Gaiman e Terry Pratchett, Good Omens é uma mini série de seis episódios que satiriza o Armagedom. A história se inicia com um anjo, Aziraphale, e um demônio, Crowley, que habitam a Terra desde sua criação. Ambos criam uma aliança para impedir o Armagedom de acontecer, mas os planos começam a dar errado quando perdem o anticristo, uma criança de 11 anos que não faz ideia do seu papel para o futuro da humanidade.



O que eu achei

Uma das minhas favoritas de 2019 e me ganhou logo nos primeiros minutos do primeiro episódio e o motivo é muito emocional: impossível não apaixonar pelo Aziraphale, que eu me identifico em pelo menos 70% das atitudes (pra quem acredita em signos, ele representa todos os cancerianos e piscianos) e a relação dele com o Crowley é muito cativante. Acho difícil pegar algo do Neil Gaiman que não seja bom e como o próprio ajudou na produção da série, garantiu a qualidade e fidelidade ao livro que contou apenas com poucas alterações. Ao decorrer dos seis episódios é interessante ver a evolução do anjo e do demônio, que de inimigos se tornam parceiros, é o tipo de dupla que você gostaria de ver mais vezes em outras séries ou filmes. Há outros núcleos importantes de um Armagedom para a história, como bruxa e os quatro cavaleiros do apocalipse. Uma curiosidade: a mini série ganhou uma homenagem do cantor e compositor Emicida que já declarou ser fá das obras de Neil Gaiman, o clipe trás várias referências da série e pode ser conferido abaixo. E quanto ao trailer, você pode conferir diretamente clicando aqui.
 



Mais uma série que indico com muita aprovação.
Espero que gostem tanto quanto eu.

Beijos.